domingo, 17 de maio de 2009

HOMENAGEM A UM ETERNO AMIGO

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8 comentários:

João Helena disse...

Uma história de mais de 40 anos...
Eu me lembro do Zélito de incontáveis maneiras, visto que passamos grande parte de nossas vidas grudados um no outro. Só para ilustrar, uma pequena historia. Nos idos de 69 estavamos montando um show beneficente aqui em Bragança e faziamos os ensaios no porão da casa do João Fernando Guimarães. Lá iamos todas as tardes para preparar o repertório do show...Era um tal de misturar generos musicais, uns querendo tocar bossa nova, outros (eu e o Zé) querendo tocar rock'n'roll. Assim foi indo e acabamos improvisando uma formação com o Zélito (ainda aprendendo) na bateria, o Beto NIni nos Teclados, eu de guitarra, o Betinho na guitarra solo, o João Fernando Guimarães no Baixo e o Cordeiro no Vocal. Ensaiamos por alguns dias e no dia do show apresentamos as musicas "Mustang Cor de Sangue" do Marcos e Paulo Sergio Valle e uma nova versão do "Banho de Lua" da Celly Campello. Fizemos um puta sucesso...fomos ovacionados pelo publico presente que na oportunidade lotou o antigo Cine Centenário (onde hoje é a Loja Mariana). Acredito que nessa época já se desenhava a criação do Opus Infinitum, uma vez que, dos participes desse show, só o Beto Nini nunca fez parte do Opus...os outros todos tiveram sua passagem pela Banda. O duro é lembrar disso tudo e sentir um nó apertando o peito, tamanha a saudade. Zé, esteja você onde estiver, saiba que nós aqui continuamos a te amar....e muito. Talvez até mais do que pudemos demonstrar a você em vida.

Anônimo disse...

GASTAO BUENO
Na epoca em 1972 qdo fiz 18 anos meu avo ou meu pai(ATÉ HOJE NAO DESCOBRI)me deram um fuscão branco com tala larga e tdo que um bóy na epoca tinha direito.O carro foi comprado em são Paulo(placa de lá)A Barão de Juqueri era duas maos portanto subia e descia .Dei a volta no largo do Rosario e entrei na rua pois pretendia mostrar para galera meu possante na praça. Acontece que na descida vinha um jipe cortando um outro carro que estava mais devagar e quando entrei dei de frente com o Jipão .Pronto danou-se tudo.O Zé lito não sabia que o fuscaão era meu e logo foi defendendo o dono do jipe que era de Bragança pois ele viu a placa do fusca de são paulo.Quando ele descobriu ,ja era tarde demais. Eté hoje quando nos encontravamos ele falava, Gastaozinho tinha que ser aquela maldita placa de sao paulo do seu carro, se eu soubesse que era vc. não defendia o outro que eu nem conhecia. e ele nã se perdoava. Mais a gente caia na risada. Este foi um episodio que tive com esta grande pessoa. um abraço aonde quer que esteja. Gastão Bueno

Valéria disse...

- Sabe aquele ditado: “vivendo e aprendendo”? Pois aprendi mais um pouco sobre o significado da palavra tristeza. Meu pedaço de mundo está mais triste com a falta do Zelito. O cara era a personificação da alegria e do alto astral.
Não o conheci profundamente como muitos, já que fazem apenas 5 anos que ando por estes lados, mas foram tão poucas as vezes que eu o vi sem sua habitual efusividade, que mal me lembro dessas ocasiões. Ele dava logo a volta por cima e fazia piadas dos maus momentos. Sua presença enchia e iluminava os ambientes.
Eu nunca gostei muito do som de batuques, baterias e afins... costumavam atrapalhar meus batimentos cardíacos, porém quando fui ao show da Banda Opus Infinitum em 2005, não senti qualquer desconforto e, ao contrário, adorei o som que aquele baterista tirava de seu instrumento. Meses depois tive a oportunidade de dizer isso a ele, que demonstrou humilde gratidão aos meus elogios. Mais tarde pude perceber que essa humildade fazia parte de seu caráter. Eu, que me considero “a do gargarejo”, recebia a mesma pergunta dele a todos os shows que assistia: - estava bom?
O Zé era a bateria, era a alma dela. Assistir a banda tocando sem os trejeitos e malabarismos dele com a baqueta, vai ser muito triste. Daqui em diante cada apresentação será uma homenagem a ele.
Zelito, você não morreu... virou lenda!
Valéria 12/05/2009

Anônimo disse...

Bruno Vasco.
Aconteceu no dia 06 de setembro de 1997. Lá estava um cara "bigodudo" chorando copiosamente a beira da urna do meu saudoso e querido pai, Vasco Antonio Ferreira, o "Vasquinho da Estância". Perguntei a mim mesmo : "Quem é esse cara ?" Perguntei aos outros também e me responderam : "Aquele é o "Zelito", era amigo do seu pai". O Zé fez questão de carregar o caixão ao meu lado. Eu não o conhecia e nem ele a mim. Estranho isso, não é ? Naquele dia senti que ele era especial sem ao menos trocar-mos uma palavra. O enterro acabou e só vim a encontrar o Zelito um ou dois anos depois na Estância. Novamente, estava lá aquele "bigodudo", bebendo uma vodca. Me aproximei, nos reconhecemos, e até que enfim nos apresentamos. O Zé chorou novamente e consequentemente eu também . A partir desse dia ficamos amigos, todas as vezes que nos encontráva-mos o Zelito lembrava e dizia : "Eu sou aquele "bigodudo" que chorou a morte do seu pai, e você me tem como herança dele". Era sempre assim. Era muito bom.
Outra do Zé: "Bruninho, fui pra China e observei que a asa do "Jumbo" deflexionava, e fiquei apavorado, isso é normal ?" Respondi: "Zé, imagina se a asa fosse rígida, não deflexionasse. Numa turbulência, ela simplesmente se romperia da fuselagem, se partiria, entendeu ? Ele retrucou: "Putz, como sou burro, não tinha pensado nisso". Rimos muito. Sinto falta das perguntas dele sobre aviação, apesar que as vezes ele me "enchia o saco" de tantas perguntas. Querido Zelito, sei que você está aí no céu, junto com meu pai na felicidade eterna. Fiquem em paz ao lado do "Grande Arquiteto do Universo".

Anônimo disse...

Meu nome é Wagner T. Pitocco, e fui guitarrista do Opus até 03/2009.
O Zelito foi responsável pelo meu retorno aos palcos da vida em 2003.
Ele não me convidou, ele me intimou a fazer parte do Grupo OPUS Infinitum naquele ano.
Eu estava afastado há 10 anos.
Isso provocou uma grande virada em minha vida.
Permaneci no Grupo OPUS até 03/2009.
Eu nem poderia sonhar com o ocorrido que o vitimou em maio de 2009.
Tudo isso ocorreu 30 dias após a minha saída do grupo.
Eu não estava lá quando ele mais precisou de todos nós.
Perdão Zelito por não ter estado lá, apesar de sua insistência para minha volta ao grupo.
“Mais do que nunca, te trago guardado em meu coração e, toco com você em todas as noites que consigo sonhar, porque sonhar agora ficou mais difícil meu amigo".
Ainda me sinto culpado por não ter estado lá, em 30/04/2009, então, eu precisava fazer este vídeo para homenagear o Zelito. Espero que goste meu amigo.

Acessem o link abaixo para verem o vídeo:
http://www.bragancaonline.com.br/grupos_musicais/zelito/zelito.htm

Um beijo no seu coração, meu grande amigo baterista.

João Helena disse...

Zé, hoje faz um mês que você nos deixou desta para uma melhor. Quero deixar aqui meu testemunho de que estou tentando fazer o melhor que posso para não deixar nossa banda acabar, que é o que mais você queria. Está sendo muito dificil sem você mas creio que estou fazendo um ótimo trabalho juntamente com o JUnior no seu lugar. Os ensaios estão sendo otimos apesar de todos sentirmos muito a sua falta. Torça por nós de onde vc estiver.
João Helena

Edsel Lonza Jr. disse...

Como não postar aqui minha gratidão, admiração, respeito eterno e a alegria de poder encher o peito para orgulhosamente dizer: "Sim, sou sobrinho e afilhado do Zelito!". A história que postarei aqui é um marco daquilo que viria a ser a minha eterna paixão na vida, inspirada, guiada e ensinada por este meu tio querido: A Música.

Esta história se dá nos idos de 1970 quando eu confortavelmente aguardava para vir a este mundo no ventre de minha mãe e, ao retornar de um ensaio do OPUS, o Zelito deixou cair no chão do corredor da casa da minha avó seu par de chimbau (pratos da bateria) e minha mãe relata que imediatamente eu comecei a chutar incessantemente sua barriga por um bom tempo.

Acho que ali eu anunciava ao mundo que trilharia os caminhos musicais do meu padrinho e assim o fiz e faço até hoje.

Outra bela passagem que sempre se repetia quando a gente se encontrava, e graças a Deus isso acontecia com frequencia, era que na maioria das vezes que a gente sentava para ouvir um Pink Floyd ou ver um vídeo de Rock ele segurava minha mão bem forte e dizia: "Carinha, passo aqui novamente a você o meu Rock, Minha Música, meu ritmo de batera!!!" Ai que saudade.

E hoje, com muito orgulho e imensa responsabilidade, assumo as baquetas que por tantos anos admirei como uma eterna criança a observar seu ídolo maior levando adiante seu grande sonho que sempre foi o Opus Infinitum.

Ah, e podem ter certeza de que não o faço sozinho, pois além dos grandes companheiros que ali estão comigo, a memória do eterno "Carinha" segue viva ali naquele espaço sagrado de tambores e pratos que desde o ventre da minha mãe ele me ensinou a amar.

A saudade dele está sempre presente, mas tem se transformado em força e imenso orgulho quando conto 1,2,3,4 para fazer o que ele tanto gostava.

Obrigado "Carinha" por esta alegria que me deste e que comigo segue a cada dia de minha vida e obrigado Deus por ter me dado tão maravilhoso tio, padrinho e mentor.

Parece até que estou ouvindo: "Carinha, olha o pedal!!! Dobra no pedal!!! Assim ó: cum cum cum cá! Cá cum cum cá!

Te amo tio Zelito!!!!

Unknown disse...

Quando fui apresentado ao Zélito ainda em São Paulo, tive a péssima impressão de estar conhecendo uma pessoa que se ostentava sobre o nada, sobre o passado onde seu talento não passava de mímicas de um baterista falido que tocava com baquetas imaginárias em tambores imaginários. Ele tocava no ar.
Os dissabores da vida me ensinaram a não olhar aquilo que meus olhos viam, mas sim aquilo que minha alma sentia e foi por este ângulo que olhei para Zélito.
Homem de verdade sofrido pelas derrotas que lhe foram atribuídas pela vida e se manteve em pé, aprendeu a viver com o pouco que tinha atribuindo seu maior orgulho para sua filha e neto. Continuou tocando por amor e pelo amor.
Reciclou amigos, trocou os falsos pelos verdadeiros e se manteve sóbrio mesmo ingerindo tanta Wodka. Bebemos juntos.
Enganou a todos se fazendo passar por durão e viveu a sensibilidade de um Homem de valor, sensível e amoroso.
Querido por poucos, mas muito querido por aqueles que ainda gostam dele.
Polêmico chegou a ser isolado pelos falsos amigos e acolhido pelos bons e verdadeiros.
Transformou corações de pedra em corações de puro amor e riu da vida mesmo depois da morte.
Transformado pelos amigos do Opus Infinitum da mesma forma os transformou em pessoas melhores.
Transformou cada um deles nem que fosse um pouquinho e mesmo morto arrebanhou todos os amigos em apenas uma sala onde sua alma via tudo e chorava de alegria.
Segundo informações de um amigo que estava presente no dia do encontro dos velhos amigos, a alma de Zélito chorou tanto de tanta alegria que o estúdio se inundou. As águas das lágrimas de felicidade de Zélito fizeram a chuva aumentar. Pena eu não estar lá.
Zélito exaltou aqueles que ele considerava os melhores, Celso, Wagner, Roberto, João e sempre se curvava diante deles humildemente para não perdê-los de vista, mesmo estando certo.
Deixou seu legado para seu sobrinho como era seu sonho. Edsel o garotão prodígio.
Chorou muitas vezes sem ombro e sempre esteve arcado para dar o seu ombro.
Viveu para a música mesmo ficando tanto tempo longe dela sem tocar, sem sua bateria.
Zélito é sem dúvida uma lenda viva mesmo sem ser lenda, pois enquanto você viver nos corações de seus amigos estará sendo uma lenda e quando seus amigos se forem, certamente irão ao seu encontro para tocar, simplesmente tocar.
Manteve-me próximo sem nunca revelar quem sou, mas sempre mantendo vivo o sonho de me fazer ver diante dos seus queridos amigos do Opus Infinitum.
Ainda acompanho os poucos shows da Banda Opus e sinto a presença forte de meu querido amigo pela energia que emana dos músicos ali presentes mesmo quando não vejo Wagner e Celso, sinto que eles ainda são puxados para o nome que os fez ser entendidos diante dos bons e dos maus. Elegantes e mais respeitados por todos.
Zélito. Você foi uma das pessoas mais doces que eu conheci em minha vida e lhe admirarei para sempre.
Buana Walker.